Entenda a importância do teste de produto para o seu projeto

Quem trabalha na indústria de bens de consumo rápido sabe que todo dia um novo produto é lançado no mercado, e a inovação é motivo de competição acirrada e constante com seus concorrentes. O consumidor é bombardeado cada vez mais por informações e se comunicar com ele é um desafio que às vezes parece insuperável, por isso o teste de produto pode ajudar nesse momento.

Inovar está no seu sangue, ou você nem estaria nesse mercado, então não é surpresa para ninguém que um dia você pense ter descoberto um novo produto que vai trazer milhões em receita para a sua empresa: uma bolacha com recheio sabor jaca.

Você acha que tem todos os motivos para acreditar que isso daria certo — a jaca nunca esteve tão em alta, afinal, até a Vogue já falou sobre ela. Mas, claro, ao mesmo tempo você tem medo de que essa ideia se prove absolutamente falha e a bolacha acabe em algum post sobre os grandes fracassos da indústria — nosso próprio blog já publicou um desses.

Sabe qual é a solução para o seu dilema? O indispensável teste de produto. Se você ainda não tem certeza sobre a importância dele, este artigo vai mudar sua opinião!

Descubra a importância de fazer teste de produto

Em tudo na vida, os testes são o que nos prepara para enfrentar situações novas correndo menos riscos. É como aquele treino que você faz antes de uma apresentação importante para identificar os pontos que ainda não domina e aprimorá-los.

No caso do lançamento de um novo produto, bons testes evitam o desperdício de muitos recursos — e muito dinheiro. Os testes não garantem que o produto vá ser um sucesso ou à prova de falhas, mas são um ponto incontornável de um trabalho de inovação bem-feito, porque dão pistas sobre a aderência do produto ao mercado.

Mas você se pergunta o que, afinal, poderia dar tão errado com a sua bolacha de jaca — como lembraria a Lei de Murphy, tudo. A embalagem pode desagradar o público, pode haver problemas de distribuição (seja ruptura ou slow movement) ou, no pior dos casos, as pessoas podem simplesmente não gostar do sabor do lançamento.

A logística de planejar o lançamento de um produto é uma das tarefas mais complexas da indústria, porque um novo produto exige uma formulação igualmente nova das ideias da empresa em diversas frentes. Quando surge a ideia para um produto, discussões sobre como ele será desenvolvido, distribuído e anunciado entram em cena, e apenas testes podem balizar as decisões da empresa com inteligência.

Lembre-se de que o concorrente também está inovando — porque isso é pré-requisito na indústria de bens de consumo rápido. O desafio, aqui, é inovar com precisão, centrado no consumidor e baseado em dados.

Mas como alcançar tudo isso na prática? Veja a seguir!

Quando o teste de produto deve ser realizado

O lançamento de um produto envolve diversas etapas, e todas elas são suscetíveis a erros. Os testes não impedem que surjam erros nas etapas de lançamento, mas eles ajudam a indústria a se adaptar para remediá-los antes que os produtos cheguem às prateleiras do supermercado.

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Um lançamento deve passar por um funil de inovação, começando por uma mera ideia, passando pelo desenvolvimento inicial e, finalmente, resultando no produto em si, pronto para o consumo. Em cada etapa do funil, testes diferentes podem ser úteis para indicar se você está na rota certa e, caso não esteja, o que precisa ser mudado.

No topo do funil, está o estudo de feasibility, em que você basicamente precisa provar: é possível mesmo fazer uma bolacha de jaca? Você deve entender se é viável um recheio da fruta na prática, pesquisando se existe um público volumoso que a consome e mesmo se existem frutas o bastante e em todas as estações do ano para fazer o produto.

Definido que sim, uma bolacha de jaca não é apenas imaginável, mas concebível no mundo real, é hora de ver como a produção aconteceria na prática. Como seria a logística para recebimento das frutas na fábrica? Você já tem uma máquina capaz de produzir o recheio ou terá que desenvolver uma? Precisa importar as frutas? Quanto tempo elas demorariam para chegar?

Depois de ter respostas para questões como essas na ponta do lápis e as primeiras bolachas de jaca estarem prontas, chega o momento dos pequenos grupos focais, com testes qualitativos para indicar se o produto não está doce demais, por exemplo.

Tudo certo depois desses testes? Hora de passar ao fundo do funil e fazer testes com seu público real. Mas como? Com uma forcinha do Marketing de Experimentação, como você vai ver em seguida.

O papel do Marketing de Experimentação no teste de produto

Amostra, ou sample, é um termo comum entre a estatística e o Marketing de Experimentação, mas com significados diferentes. No contexto dos testes de produto, esses sentidos se encontram.

No mundo estatístico, muito se fala sobre amostragem — uma parcela representativa daquilo que precisa ser pesquisado, como um grupo significativo de pessoas que representa o público que você almeja atingir. No Marketing de Experimentação, sample quer dizer amostra grátis — aquele presente que todo mundo ama receber.

Sampling e estatística têm tudo a ver com a etapa final do funil de inovação. Ações de sampling são a oportunidade perfeita para você perceber a aceitação de um lançamento no “mundo real”, ou seja, inserido no cotidiano no consumidor.

Mas não estamos falando em um promotor entre as gôndolas do supermercado — ação cara e, em certa medida, ultrapassada. Alcançar o consumidor no cotidiano significa levá-lo ao dia a dia dele de forma escalável. Já pensou em fazer o teste da bolacha de jaca em salões de beleza, por exemplo?

O consumidor vai se sentir surpreendido e agradado — pelo salão e pela sua marca —, e esse é o cenário ideal para você colher feedbacks relevantes sobre o produto. Antes ou depois da ação (pode até ser por telefone ou e-mail), busque uma opinião sincera do consumidor sobre o produto.

O fundamental é extrair informações sobre aspectos específicos que você queira avaliar — como o sabor — e padrões comparativos com produtos similares. Para isso, você lança perguntas como: “Você trocaria a atual marca de bolacha que consome por esta?” e “Gosta do sabor?”, “O que mais o atraiu na embalagem?”.

As respostas para essas perguntas indicam se o produto está no caminho certo para agradar ao público ou se ainda precisa de ajustes até chegar lá. O mais interessante é que essa abordagem permite escala, possibilitando alcançar uma amostra estatisticamente relevante do público.

Quer entender mais sobre como o sampling funciona e aplicá-lo aos seus próprios testes de produto? Entre em contato conosco! Vamos conversar sem compromisso sobre as necessidades do seu negócio e como o Marketing de Experimentação pode se adaptar a elas!

2018-09-10T02:22:55+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Marcus Thadeu, 32, meio publicitário, meio economista com MBA em Mercado Financeiro pela FIPE/USP. Tem mais de 10 anos de experiência em empresas de diversos setores (BNP Paribas, Unilever, Enox), sempre medindo o resultado das coisas. Lidera a agenda de Produto da Samplify. Pós verdade, pós consumo e pós capitalismo são temas de seu interesse. Compreender Chet Baker e teoria das cordas são objetivos de longo prazo.

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