10 perfis tendências de consumo para 2018

O mundo mudou e as tendências de consumo também. O consumidor está mais exigente, bem informado e, mais do que adquirir produtos ou serviços, busca viver boas experiências. Para as empresas, o desafio está atrelado a uma constante reinvenção, que deve ter foco na entrega de valor para os seus atuais e futuros clientes.

Com a tecnologia, houve um boom nas compras online e nos serviços ligados à inovação. Serviços como Uber e Airbnb são incorporados rapidamente ao cotidiano das pessoas. Por um lado, observa-se um movimento voltado para o consumo de produtos premium. Por outro, também há a necessidade de substituir produtos mais caros por mais baratos, de forma a encaixar no orçamento sem abrir mão da qualidade.

Em meia a tantas dúvidas, uma coisa é certa: vivemos tempos em que o consumidor deve ser o centro da estratégia de uma marca. O desafio, portanto, está na nova segmentação. Se antes ela era tradicional e conservadora, hoje é extremamente detalhada e complexa. Além da parte demográfica, é preciso observar a idade, o gênero, a profissão, os hobbies, as preferências de consumo, entre outros pontos.

Entre as várias potencialidades de segmentação, a inovação ou a falta dela é determinante para o sucesso ou fracasso de uma empresa. É preciso segmentar com base naquilo que a pessoa é de fato e como ela se enxerga e se posiciona no mundo. Afinal, são diversos tipos de nichos a serem explorados. Neste post vamos listar 10 perfis relacionados às tendências de consumo para 2018. Acompanhe!

1. Empreendedor de plantão

Em geral, os consumidores empreendedores são aqueles que querem e buscam mais flexibilidade e não se importam em correr riscos — afinal, foi exatamente esse tipo de comportamento que os levou a empreender.

Observa-se um movimento muito grande de empreendedorismo entre os millennials — pessoas nascidas entre o início da década 1980 até meados da década de 1990 —, que deixam a rotina de 9h às 17h de lado para abraçar uma carreira que oferece mais liberdade. Eles têm bom nível de escolaridade, adoram usar as redes sociais e tendem a fazer escolhas mais conscientes.

2. Menos é mais

Esse tipo de consumidor decidiu adotar um estilo de vida “clean” e minimalista. Isso significa que são pessoas que tendem a agir com integridade e a consumir de forma moderada.

Essa geração do “straight edge” (caminho reto, em tradução livre) é bastante significativa e tem, em média, entre 20 e 29 anos. Essas pessoas tiveram acesso ao ensino superior e cresceram em meio a um cenário econômico e político extremamente turbulento. Talvez, por conta desse contexto, essa geração tenha adotado uma visão de mundo mais consciente em relação às anteriores.

3. Geração streaming

Em vez de comprar um imóvel, as pessoas desse perfil preferem pagar aluguel, pois isso traz mais liberdade. Dinâmicos, se adaptam muito bem a uma nova lógica de consumo da sociedade mais interligada, na qual as coisas podem ser compartilhadas com facilidade.

Pensam muito mais em usufruir do que possuir alguma coisa, experiência e comodidade são o alicerce da sua felicidade. São apoiadores da economia colaborativa e entusiastas de novas tecnologias, utilizam marcas como: Spotify, Netflix, Uber e Airbnb.

4. Ativista online

Além de um canal para socializar, as redes sociais transformaram-se em um espaço de engajamento social. Canais como o YouTube deram voz a anônimos que, antes, não podiam expressar suas opiniões e defender suas bandeiras.

A partir daí, podemos observar um grupo de consumidores diretamente ativistas ou simpatizantes às diversas causas, como as questões ambientais, raciais, o empoderamento feminino, o universo LGBT — nesse caso há, inclusive, uma expressão peculiar diretamente relacionada à forma de consumo: o pink money —, entre tantas outras.

Com relação a eles, as empresas têm que estar preparadas para ouvir feedbacks negativos, e isso é desafiador. Por outro lado, eles também podem dar bons feedbacks e até mesmo se tornar advogados da marca.

5. – ”Contém Glúten?”

Principalmente na internet, o tema saúde é explorado intensamente, pois há uma demanda muito grande de pessoas em busca de corpos e hábitos de saudáveis.

Esse movimento também faz com que as pessoas se interessem em entender o próprio corpo e de onde elas vieram. Nesse sentido, ganha cada vez mais evidência a busca pelo histórico genético.

Seja para quem busca apenas bem-estar, seja para o grupo fanático por uma vida fitness, esse tipo de consumidor privilegia resultados rápidos — às vezes, até imediatos.

6. Realidade virtual

Há uma tendência de que a realidade aumentada crescerá cada vez mais no nosso dia a dia. Afinal, já é muito comum vivenciarmos experiências virtuais, e não pense que elas estão somente restritas ao universo do entretenimento — hoje, por exemplo, vê-se aplicações em campos como a medicina, a psicologia e a engenharia. Por conta disso, é bom ficar de olho: o consumo com foco nesse contexto é uma tendência cada vez relevante.

7. Earlier adopter

Sabe aquele comprador bem atento às novidades, que dorme na fila para comprar o primeiro iPhone? Esse é consumidor earlier adopter.

Apesar de o nome soar diferente, não é um termo tão novo. Hoje, no entanto, ele está ainda mais potencializado por conta da tecnologia e da internet. É o cliente que está em busca da experiência única, e sua motivação é ser o primeiro a ter o produto ou estar em contato com a inovação. Ele, inclusive, tende a se envolver diretamente com o mercado de luxo, que remete à exclusividade.

8. Detetives virtuais

Podemos identificar os detetives virtuais como os consumidores desconfiados. Em um universo online de tantas fakes news, essas pessoas duvidam de tudo e de todos, e pesquisam produtos e serviços minuciosamente antes de tomar qualquer decisão de compra.

Para atender a esse grupo, as empresas têm que ser muito fiéis aos seus valores e tomar o extremo cuidado de serem “walk the talk”, ou seja, devem cumprir aquilo que falam. Esse tipo de cliente, acima de tudo, quer se relacionar com uma marca de verdade, que pratica um genuíno interesse em atender e encantar seu público.

9. Faça você mesmo

Com a facilidade e o aumento no número de ferramentas digitais, observa-se um movimento no qual um grupo de consumidores cria e personaliza seus próprios produtos.

Nesse caso, é cada vez mais comum que as pessoas queiram participar de todo o processo produtivos, e para isso não se incomodam de pagar a mais, contanto que a empresa entregue uma experiência completamente única e especial.

10. Sobreviventes da crise

Depois de completar 10 anos, a Grande Recessão econômica ainda vê seus efeitos na mente de um tipo de consumidor. Mesmo que a situação da economia esteja melhor, com mais renda e menos desemprego as disparidades sociais seguem muito evidentes.

Isso fica muito visível para parte da população que ainda sobrevive com salários baixos, escassos benefícios do governo e altos custos de vida, principalmente nas grandes cidades.

O que achou desses perfis que evidenciam algumas das principais tendências de consumo para 2018? Em primeiro lugar, é importante que a empresa mapeie cada perfil e desenvolva sua estratégia de negócios. Claro que essas tendências estão em constantes mudanças, e por isso é essencial que a marca esteja atenta para se adaptar.

Isso significa que, para fidelizar seus consumidores, é importante que as campanhas de marketing considerem esse contexto de forma ampla. Como fazer isso?

É simples: por meio de experiências e testes. Ao mesmo tempo em que é importante acompanhar as inovações para atingir a realidade da persona, é essencial utilizar técnicas como o sampling, ou seja, a realização de amostragem ao público. Com isso, fica mais fácil perceber se a empresa está no caminho certo antes de fazer um lançamento.

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2018-08-13T17:14:56+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Tainah Escocard, 21 anos, Futura Publicitária e Apaixonada por Marketing. Trabalha em alavancar informações e dados para fazer o trabalho tornar-se mais eficiente. Muitas equipes podem enfrentar dificuldades para acessar e gerenciar informações que precisam para desempenhar suas funções de maneira efetiva, para o profissional de marketing ter métricas é essencial para medir as ações. Não existe mais espaço no mercado para o achismo!

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