Ações de sampling no PDV: descubra por que você não deve fazer

As ações de sampling são uma das principais estratégias de marketing para inserir um novo produto no mercado. Executá-las adequadamente pode ser uma forma precisa de alcançar o público certo. Entretanto, uma ação eficaz deve ser feita no local ideal. Será que o PDV é esse lugar?

Neste post, você entenderá mais como funciona o sampling e o que ele traz de importante às empresas. Verá, também, por que realizá-lo nos PDVs não é uma boa ideia e em quais lugares uma ação tem tudo para ser um verdadeiro sucesso. Confira!

Você sabe por que usar uma ação de sampling?

Quantas vezes você já teve a chance de experimentar um produto antes de comprá-lo? Com as roupas é mais fácil, mas e com alimentos, por exemplo? Ter essa oportunidade gera uma certeza única no consumidor. Funciona de maneira simples: se ele gostar, a possibilidade de comprar é grande.

As ações de sampling são justamente essa distribuição de amostras grátis. A proposta pode ser apresentar ao consumidor um novo produto, ou até mesmo manter uma relação mais próxima. No final, o que as marcas pretendem é estreitar o relacionamento por meio de uma experiência satisfatória. Dessa forma, as chances de vendas crescem, assim como a simpatia pela marca.

Um ponto importante sobre as ações de sampling é o local onde elas são realizadas. Como a escolha interfere diretamente no sucesso, essa é uma questão cada vez mais debatida. É realmente eficiente realizar sampling em PDVs de grande porte?

Por que não usar o PDV?

É muito comum a realização de uma ação de sampling no PDV, mas é preciso refletir: ele é mesmo o lugar adequado? Por mais que seja frequente, não é o melhor local para distribuir amostras e fazer a ativação da marca. O principal fator que leva a essa afirmação é o excesso de informação ao qual o consumidor é exposto.

Sampling nos supermercados

Um bom exemplo de erro é o sampling em supermercados. Por lá, o consumidor tem contato com uma infinidade de informações: preços em cartazes grandes, adesivos, banners, gôndolas, faixas, wobblers e produtos em uma série de lugares. Como chamar atenção para o que você distribui? É muito difícil conseguir o foco do público.

Um PDV como esse é realmente um ambiente hostil para o sampling, já que em nenhum momento haverá a concentração suficiente para uma experiência de maior imersão. Certamente, uma ação nesse lugar seria só mais um elemento de um contexto poluído e confuso.

No PDV, o usuário não está receptivo às ações. Apenas esse ponto já é capaz de demonstrar por que não é interessante realizar distribuições nesses lugares.

Custo alto e com pouco retorno

Outro ponto que merece destaque é o custo de ações de sampling em supermercados. É preciso ter uma equipe de promotores, que por si sós já demandam salários. Além disso, tem o investimento nas próprias amostras a serem distribuídas. O controle nunca será totalmente adequado, e ainda há situações de duplicidade de entrega de produtos.

Levando em conta todas essas despesas, assim como a média de itens distribuídos, é fácil perceber como, financeiramente, conduzir a estratégia nesses PDVs não é vantajoso.

Estratégia sob risco

O viés estratégico também é um ponto de extrema importância. O sampling não consiste apenas em distribuir o produto. É preciso envolver o cliente na experiência, o que é difícil com funcionários terceirizados e que não conhecem a marca e o conceito da ação. De nada adiantaria realizar o sampling sem ativar a marca da maneira adequada.

Realizar isso tudo em um supermercado, local muito pouco controlado, prejudica diretamente a mensuração da ação. Sem ter o devido acompanhamento e sem gerar métricas, fica complicado entender os resultados. Se não há a certeza desses pontos, o marketing não consegue perceber os retornos do sampling e, assim, a estratégia é invalidada.

Qual a melhor forma de realizar ações de sampling em outros locais?

A primeira preocupação ao realizar ações de sampling deve ser sobre o lugar que as receberá. É fundamental escolher um local que, antes de qualquer coisa, seja totalmente controlado.

Lojas conseguem mensurar quantos clientes entraram no estabelecimento por dia — o que, sem dúvida, já é um medidor relevante. A partir dessa métrica, dá para saber também quais dessas pessoas compraram algum produto.

Nesses locais, é possível designar auditores competentes e experientes para controlar toda a ação de sampling. O controle feito de modo preciso vai garantir dois ganhos importantes: a entrega adequada das amostras e o foco na estratégia alinhada à marca. Esses fatores já são o ponto de partida para o sucesso do sampling.

A distribuição das amostras às lojas

O sampling realizado por empresas especializadas já prepara o número exato de produtos que serão distribuídos durante as ações. É enviado o volume necessário para o mês inteiro e, a partir daí, a mensuração acontece com maior precisão. Contudo, o trabalho só tem essa organização quando é feito com lojas parceiras das agências de sampling.

Todas essas questões são definidas em eventos antes de a parceria começar. Neles, é feito um trabalho de engajamento, com envio de materiais informativos sobre a empresa, sobre o produto a ser lançado, suas características e a estratégia da ação. A ideia é preparar as pessoas envolvidas na distribuição para que conduzam o sampling.

Os fatores que atrapalham o sucesso de uma ação em supermercados são considerados na escolha do estabelecimento. Nesse caso, são preferíveis os locais menores, em que o controle seja feito mais facilmente. Nesse tipo de loja, o engajamento das pessoas envolvidas é maior, o que resulta em eficiência na execução da estratégia.

Elas recebem, além das amostras, um briefing do produto, junto de um material com dúvidas frequentes que surgem na abordagem ao consumidor. Assim, terão bagagem suficiente para promover um sampling estratégico com boas chances de conversão.

As ações de sampling podem conquistar o consumidor e fortalecer sua marca, desde que realizadas da maneira adequada. Esqueça os supermercados e busque lojas parceiras, com ambientes controlados e prontas para se engajarem com seu produto!

Gostou deste post? Aproveite e saiba como calcular o ROI de uma ação de sampling.

2018-12-03T11:44:24+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Ernesto Villela, 40 anos, é pai da Caca, do JP, marido da Déia e empreendedor desde sempre. Formado em administração pela EAESP-FGV e nunca fez entrevista de emprego. Em 2004, fundou a Enox, empresa referência em projetos de ativação, mídia indoor e tecnologia para o varejo que teve entre seus clientes a Unilever, o Google, Heineken, Vigor e Natura. Em 2017, fundou a Samplify, uma start-up de tecnologia que abjetiva reinventar o modelo de sampling e experimentação de produtos CPG para o consumidor. Empreendedor Endeavor em 2010. Seu propósito profissional é construir uma operação multinacional que ajude grandes empresas a transformar seu modelo de marketing B2C.

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