O que é economia GIG? Entenda como esse conceito está mudando o mercado de trabalho

Costumamos associar emprego ao compromisso de ir à empresa, cumprir o expediente em horário comercial, bater ponto e voltar para casa. Esse é o modelo tradicional e antigo, mas que não é mais o único. A economia GIG tem crescido e mudado as formas de trabalho no mundo. É uma tendência que dá mais autonomia ao profissional.

Paralelamente a isso, o mercado também tem sentido os impactos dessa maior informalidade e flexibilidade nos modelos de trabalho. Há muitas vantagens, características muito próprias e, apesar de tudo, algumas dificuldades de implementação do modelo de economia GIG.

Este post vai falar mais sobre o assunto e mostrar como essa nova ideia de emprego tem se consolidado. Confira!

O que é economia GIG?

A economia GIG (ou GIG economy, como é conhecida mundialmente) desconstrói a ideia tradicional citada no início do texto. Trata-se do universo de trabalho freelancer e toda a estrutura e as atividades financeiras que giram em torno dele. São profissionais sem vínculo empregatício com empresas, e que atuam prestando serviços remotamente.

As empresas, que nesse contexto têm menos obrigações legais, contratam essas pessoas para trabalhos específicos e pontuais. Esse modelo de trabalho apresenta condições diferentes e bastante particulares também para quem contrata. A empresa só se preocupa em cumprir as obrigações financeiras pelo serviço.

Há um universo de possibilidades de atuação no cenário da economia GIG. A lista de serviços autônomos é extensa. Entre os mais comuns e que qualquer um usa no dia a dia estão os aplicativos de transporte privado, como o Uber. Há também o AirBnB, que se inclui nesse contexto de freelancer.

Como a economia freelancer está mudando os trabalhos hoje em dia?

O impacto da economia GIG no modelo de trabalho atual é grande. Há diferentes perspectivas a respeito do que fez o trabalho freelancer crescer tanto. A primeira, a nível mundial, é a maior autonomia que o trabalhador tem. O profissional pode:

  • fazer seus horários;
  • trabalhar o quanto quiser;
  • definir suas próprias metas financeiras;
  • construir sua carreira da forma que desejar;
  • atuar em diferentes segmentos (o que o torna mais capacitado).

Aqui, também vale fazermos uma reflexão sobre a economia e o desemprego no atual cenário brasileiro.

O fato é que nem todo freelancer simplesmente escolhe atuar dessa forma. A baixa oferta de cargos em regime de CLT abre espaço para a economia informal e para o modelo de contratação para trabalhos pontuais. Muitos viram na carreira freelancer uma saída para se manterem ativos e ganharem dinheiro em situação de desemprego.

Empresas têm menos obrigações

A redução das obrigações trabalhistas é interessante para as empresas, que apenas devem pagar pelo trabalho pontual. O contrato é a garantia de que o serviço será entregue dentro do prazo estipulado previamente.

Isso pode gerar um crescimento da economia GIG, o que não necessariamente está associado ao fim do trabalho formal. Aos freelancers, o avanço desse modelo de trabalho pode representar maior valorização da atuação, mais direitos garantidos e muito mais oportunidades.

Leis trabalhistas precisam se adequar

A maior estabilização da economia GIG depende também da modernização das leis trabalhistas. Dentro do que ela é hoje, o freelancer é basicamente visto como um desempregado. Enquanto esse profissional precisa ser tratado de modo diferente, as empresas têm que receber mais incentivos para adotarem o modelo de trabalho.

De certo modo, o aumento exponencial da atuação por demanda faz pressão para mudanças. O menor envolvimento de trabalhadores com as empresas precisa ser um fator motivador de ajustes nas leis trabalhistas. Só assim profissionais e empresas estarão em uma relação segura e justa, em que ambos saiam ganhando com essa escolha.

3 benefícios da economia GIG

A economia GIG traz benefícios diretos para as empresas. A seguir, entenda melhor os três principais!

1. O orçamento pode ser mais bem aproveitado

Com o mesmo orçamento é possível contratar mais freelancers para trabalhos pontuais. De uma forma geral, isso resulta em mais produtividade nos processos.

Esses profissionais ganham por quanto produzem. Ou seja, quando estiverem com uma demanda, vão se dedicar a ela para que o tempo de entrega seja menor, mas com a mesma eficiência do modelo tradicional.

2. As empresas têm um aumento do estímulo à inovação

A economia GIG é um grande estímulo à inovação e a novos processos dentro das empresas. Novas pessoas trarão ideias diferentes.

Toda relação de trabalho com um freelancer será uma experiência rica e que pode deixar um ensinamento à empresa. Com o tempo, essa troca de informações pode ajudar o negócio a ampliar sua visão e, gradativamente, ir se moldando ao novo mercado.

3. A parceria marca a relação entre empresa e profissional

O fato de não existir um vínculo de trabalho dá aos freelancers maior ousadia em sua atuação. Eles estarão mais prontos a colocarem seu posicionamento diante de métodos e processos. Isso gera uma desconstrução da hierarquia e resulta em parceria.

Freelancers têm um posicionamento muito alinhado com o dos millenials, ou seja, eles captam experiência em cada empresa pelas quais passam. Justamente por não terem essa ideia de plano de carreira, a cada trabalho o pensamento deles é se envolverem ao máximo e entregarem o melhor. As empresas ganham muito nessa troca!

Como se preparar para essa tendência?

O trabalho freelancer é uma tendência, e cabe às empresas estarem prontas para essa realidade. O primeiro passo é entender o quanto esse modelo pode ser vantajoso, e então adequar a cultura organizacional à economia GIG.

Outro ponto relevante é a flexibilização do conceito de hierarquia. Quando uma empresa contrata um freelancer, esse profissional quer participar mais dos processos. Essa relação de parceria é muito positiva, e é fundamental se preparar para lidar com ela.

Para a empresa, a ausência do profissional no escritório pode causar estranhamento. Ele trabalhará no local, na hora e no dia que quiser. O importante é que entregue a demanda no prazo estabelecido. É essencial oferecer essa flexibilidade mais vezes, pois normalmente o freelancer não estará na empresa.

A economia GIG, ou GIG Economy, é realmente o futuro das relações trabalhistas no mundo. Essa prática já é uma forte tendência e promete crescer ainda mais. Empresários e profissionais devem estar prontos para, assim, aproveitarem as melhores oportunidades oferecidas!

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2019-01-21T17:42:53+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Marcus Thadeu, 32, meio publicitário, meio economista com MBA em Mercado Financeiro pela FIPE/USP. Tem mais de 10 anos de experiência em empresas de diversos setores (BNP Paribas, Unilever, Enox), sempre medindo o resultado das coisas. Lidera a agenda de Produto da Samplify. Pós verdade, pós consumo e pós capitalismo são temas de seu interesse. Compreender Chet Baker e teoria das cordas são objetivos de longo prazo.

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