Conheça modelos de loja focados em experimentação de produtos

Não é novidade que o perfil do consumidor vem mudando constantemente e que hoje temos compradores mais exigentes e bem-informados. Eles estão em busca não só de preços justos e marcas de boa qualidade, mas de um ótimo atendimento e de uma experiência de valor.

Dessa forma, é cada vez maior o desafio de gerar experiências diferenciadas para os consumidores nos pontos de vendas. Para isso, é importante pensar estrategicamente em espaços e lojas que proporcionem momentos de experimentação para o consumidor, ou seja, estabeleçam relações de consumo inovadoras, que surpreendam e se eternizem na memória dessas pessoas.

Para atuar com novas experiências, é preciso usar novas tecnologias e ainda investir em treinamentos para transformar os pontos de vendas e o atendimento em ferramentas que estimulem o consumidor a experimentar, e a partir disso consumir de forma mais efetiva, entendendo produtos e serviços que realmente façam sentido para ele.

Neste conteúdo vamos explicar como funcionam esses modelos de loja focados em experimentação de produtos e mostrar por que esse tipo de ponto de venda é uma ótima estratégia.

O novo perfil do consumidor

O novo consumidor espera muito mais da experiência em lojas físicas além da simples compra do produto. A jornada do consumidor envolve várias etapas, que vão desde a descoberta da marca até a fidelização do cliente. Portanto, para criar lojas focadas na experimentação de produtos, é preciso considerar cada uma dessas etapas.

A primeira delas é o aprendizado e a descoberta, seguidos pelo reconhecimento do problema, a consideração da solução e a decisão da compra. Dessa forma, por meio da experimentação é possível ajudar o consumidor na sua jornada de compra nas lojas físicas.

Outra característica desse novo consumidor é a prática search online, buy offline. A experiência de consumo hoje começa bem antes de o consumidor sair de casa. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 47% dos internautas sempre buscam informações online antes de realizar as compras em lojas físicas.

O consumidor que vai às compras em lojas físicas hoje em dia usa ferramentas tecnológicas até para verificar o horário de pico nas lojas. Isso mesmo! O Google tem uma ferramenta que permite ao consumidor confirmar em tempo real se uma loja está lotada ou não antes de ir às compras.

Vale lembrar ainda que a experiência online oferecida ao consumidor diz muito sobre a marca e interfere diretamente na experimentação de produtos nas lojas físicas. Ainda que o produto possa ser mais barato no comércio online — e essa prática não é considerada uma prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) —, o consumidor também preza pela possibilidade de conhecer melhor o item na loja física, podendo tocá-lo e avaliar sua qualidade, por exemplo.

As principais mudanças nos pontos de venda

Para inovar, o varejo precisa melhorar a experiência do consumidor nos pontos físicos. Para isso, é preciso equilibrar as diversas linhas de pensamento do marketing de experimentação.

O varejo deve considerar, por exemplo, o design da loja física, lembrando que ela deve ser pensada e planejada para facilitar o fluxo agradável de consumidores. A ideia é fazer com que o cliente se sinta feliz e realizado na loja física, sem nem mesmo saber o porquê e quais elementos são responsáveis por gerar essa experiência.

Há ainda que se pensar nas condições sonoras da loja, ou seja, em escolher a música mais adequada para a experimentação no ambiente, o volume certo e até mesmo compreender o que a música pode ou não estimular no consumidor.

O varejo deve cuidar também do visual das lojas, sendo que um dos elementos mais importantes a ser considerado é a iluminação e a disposição dos elementos dentro do ambiente. É importante que não haja excessos para que o consumidor não fique perdido nas ações de experimentação.

É importante destacar ainda as mudanças tecnológicas que precisam ser incrementadas nos pontos de vendas — e mais do que isso: é extremamente importante acompanhar as tendências do mercado. O Wi-Fi nas lojas, por exemplo, há 5 anos era considerado um diferencial para a experiência do consumidor, mas hoje é um benefício já esperado, ou seja, algo que deve estar lá, sendo essencial para a relação de consumo.

Portanto, o varejo precisa trazer novidades para os pontos de venda no que diz respeito à tecnologia, para então inovar na experimentação dos consumidores. Entre as inovações estão as gôndolas virtuais, os tabloides digitalizados e a sinalização digital no ponto de venda.

Além da tecnologia, o varejo precisa também investir em treinamentos efetivos e personalizados para os vendedores, que estarão em contato direto com o consumidor. Isso acontece porque o vendedor faz total diferença nessa estratégia de experimentação, momento em que o cliente está em cenários de superexposição.

O exemplo de O Boticário

Algumas marcas do varejo estão realmente preocupadas em potencializar a experimentação de produtos. Uma delas é a Quem disse, Berenice?, do Grupo Boticário.

Como a marca oferece ao mercado consumidor uma infinidade de produtos de maquiagem — sombras, batons, esmaltes etc. — nas mais variadas cores e para os mais diversos tons de pele, ela também está focada em criar lojas voltadas a oferecer ao consumidor a oportunidade de experimentar seu extenso portfólio.

Diante dessa polaridade de ofertas e desse mundo de cores e texturas, a Quem disse, Berenice? dá ao consumidor a oportunidade de experimentar os produtos nas lojas físicas, antes de se decidir pela aquisição daquele ou de outro produto. A experimentação potencializa a relação de consumo e a intenção de compra.

Outro exemplo de experimentação é o clube de assinantes da marca, que oferece aos consumidores participantes a possibilidade de experimentação dos lançamentos antes mesmo de os produtos chegarem às lojas físicas. O consumidor pode retirar o produto gratuitamente na loja mais próxima de sua residência e testá-lo.

Aliada à experimentação, o clube de assinantes da Quem disse, Berenice? oferece ainda um atendimento personalizado, já que os clientes recebem por e-mail a indicação dos produtos mais consumidos por ele. Se o consumidor sempre compra uma base para o rosto, por exemplo, a marca indicará as novas opções do produto e oferecerá também ações e descontos relacionados ao perfil dos consumidores.

Para saber um pouco mais sobre o marketing de experimentação, descubra aqui por que o sampling é uma estratégia inteligente para a sua empresa! Quer receber nossos conteúdos? Cadastre-se na nossa newsletter.

2018-07-24T15:53:14+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Ana Letícia, 36 anos, arquiteta que tem a publicidade no DNA. Se interessa pelo mundo do varejo, desde o visual merchandising das lojas, tendências de mercado, e tudo que envolve a experiência de consumo. Na Samplify atua na área de Canais, se relacionando com os principais players do varejo.

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