Link to Purchase: a busca do cálice sagrado de Marketing

Qual foi a última coisa que você comprou influenciado por algum anúncio ou campanha? Seja lá o que for, se você foi ao supermercado ou viu no e-commerce e adquiriu um produto porque o Marketing sobre ele o convenceu a fazer isso, o Link to Purchase da estratégia funcionou com você.

Ainda não sabe o que é isso? Descubra aqui!

O que é Link to Purchase

O Link to Purchase é o “botão de compra” de uma estratégia, o que leva o consumidor a realmente chegar ao fundo do funil do Marketing e adquirir o que está sendo anunciado ou, ao menos, dar mais um passo adiante nessa direção.

Pensando em uma estratégia de Email Marketing, por exemplo, é o call to action que chega à sua caixa de entrada e o convence a clicar.

No mundo do Marketing Digital, os exemplos são vários — até porque a palavra “Link” já nos remete facilmente a uma série de referências online. Mas, na “vida offline”, o Link to Purchase também é muito importante. Ao longo deste artigo, você vai descobrir por quê.

Por que ele é tão importante para o Marketing

Para que você faz Marketing?

As respostas para essa pergunta são inúmeras. Você pode dizer que é porque deseja posicionar melhor a sua marca no mercado, aumentar a autoridade dela, ou até reforçar o branding… Mas no fundo, o que todas as justificativas têm em comum é o desejo de vender mais e melhor, de atingir seu público-alvo de maneira mais efetiva.

Alcançar esse objetivo passa diretamente pelo Link to Purchase. Ele é o ápice da sua estratégia, é quando o consumidor terá sido atingido pelas suas ações e estará pronto para comprar.

Mas, quando alguém realmente adquire o seu produto, como saber se ele fez isso realmente incentivado pelo Marketing ou se foi apenas um impulso de compra?

A resposta para esse questionamento é o cálice sagrado para qualquer profissional de Marketing. Conseguir associar o seu trabalho diretamente ao aumento de vendas é certamente um dos seus principais objetivos (se ainda não é, é da hora de você se inteirar melhor sobre a importância do ROI).

Como garantir que existe um link direto entre o Marketing e as vendas? Como conseguir provar com base em dados concretos que o investimento em Marketing valeu, ou não, a pena?

No mundo digital, isso é mais claro. Você sabe exatamente quantas pessoas clicaram no CTA, no banner, passaram de um artigo ao outro do seu blog, chegaram até o e-commerce e clicaram no botão “Comprar produto”.

Pesquisas chegam a levantar dados tão detalhados do comportamento de compra do consumidor contemporâneo que são capazes de prever algumas atitudes de compra, baseando-as em associações de consumo anteriores.

Dados como esses parecem assunto exclusivo do Marketing Digital, mas, nem sempre, ele é a estratégia mais efetiva para o seu negócio. A seguir, saiba como o Link to Purchase também está relacionado ao Marketing de Experimentação.

Como ele se relaciona ao Marketing de Experimentação

Muitos profissionais do Marketing têm dificuldade em associar o Marketing de Experimentação à mensuração de resultados.

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É porque eles provavelmente estão com a mente em estratégias convencionais (e, mesmo, ultrapassadas) de promover ações de experimentação — pensam somente em distribuição de amostras grátis ao lado das gôndolas de supermercados e em eventos pontuais.

O Marketing de Experimentação vai muito além disso, e promove sampling de produtos em locais bastante diferentes do ponto de venda (sabe por que ações como distribuir chocolate sem salões de beleza dão certo? Descubra aqui!).

O sampling bem executado leva amostras grátis de bens de consumo rápido para locais que fazem parte do cotidiano do consumidor, mas não necessariamente são pontos de venda dele. E o que isso tem a ver com o Link to Purchase?

Uma das vantagens dessa forma de distribuição é que mensurar os resultados se torna mais claro e a estratégia é escalável. Os estabelecimentos parceiros (bares, academias, salões de beleza, lojas de departamento…) ajudam na geração de leads, por exemplo, e recolhe informações sobre as pessoas que receberam amostras para que você possa entrar em contato para conversar sobre o impacto da ação.

Até empresas de supply chain ajudam, e registram a saída do produto em pontos de venda próximos ao ponto em que você desenvolveu as ações de experimentação, por exemplo.

Em resumo, o Marketing de Experimentação bem-feito permite trazer abordagens de mensuração geralmente associadas ao universo digital para o “mundo real”.

3 dicas para otimizar o Link to Purchase com sucesso

Quer saber como aumentar as chances de suas estratégias de Marketing resultarem em vendas? Siga os próximos tópicos:

1. Estabeleça parcerias com empresas data-oriented

Dados são a principal matéria-prima de qualquer modalidade de Marketing nos dias de hoje. A criatividade ainda importa, é claro, e sempre vai importar. Mas as melhores estratégias de Marketing ancoram-se em apontamentos factíveis sobre o público, as ações realizadas e os resultados delas.

Hoje não cabe mais ao mercado um profissional que executa projetos baseando-se em achismos, os números são os melhores amigos do profissional de Marketing contemporâneo, portanto sempre procure parcerias data-oriented para desenvolver suas ações.

2. Aproxime os times de Marketing e Vendas

Os times de Marketing e de Vendas podem até trabalhar com abordagens, estilos, budgets, pessoas, enfim, tudo diferente, mas o objetivo dos dois é o mesmo, no final: vender.

Marketing e Vendas não são inimigos, e precisam trabalhar juntos para conseguir os melhores resultados.

3. Invista na recorrência dos investimentos

Seja nos investimentos Above ou Below the Line, o ponto-chave para alcançar sucesso é a recorrência, afinal ela estabelece parâmetros mais claros de comparação de resultados e ajuda a direcionar com mais precisão cada estratégia.

Quem trabalha com investimentos Above the Line já está acostumado a esse encaminhamento, mas não necessariamente pelos motivos corretos. A recorrência, nesse cenário, é incentivada porque são investimentos caros, portanto são guiados por um calendário preciso e mais estratégico.

Já os investimentos Below the Line, mais baratos, costumam ser relegados ao terreno tático, em que as ações são pontuais e sem grande planejamento, como ações de Marketing de Experimentação que são realizadas apenas uma vez e depois são esquecidas pela marca.

Agir nesse sentido é um grande erro. O potencial do Below the Line torna-se muito maior quando é trabalhado com um viés estratégico, como explicamos em detalhes neste post, em que a mensagem fica clara: pensar fora da caixa é essencial.

Entendeu o que é o Link to Purchase e quer conhecer mais conceitos do Marketing de Experimentação e aprimorar suas estratégias? Assine nossa newsletter e receba gratuitamente os melhores conteúdos sobre o assunto em primeira mão!

2018-07-24T14:43:59+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Ernesto Villela, 40 anos, é pai da Caca, do JP, marido da Déia e empreendedor desde sempre. Formado em administração pela EAESP-FGV e nunca fez entrevista de emprego. Em 2004, fundou a Enox, empresa referência em projetos de ativação, mídia indoor e tecnologia para o varejo que teve entre seus clientes a Unilever, o Google, Heineken, Vigor e Natura. Em 2017, fundou a Samplify, uma start-up de tecnologia que abjetiva reinventar o modelo de sampling e experimentação de produtos CPG para o consumidor. Empreendedor Endeavor em 2010. Seu propósito profissional é construir uma operação multinacional que ajude grandes empresas a transformar seu modelo de marketing B2C.

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