O mercado no Brasil está preparado para inovações como IoT e inteligência artificial?

Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things) e inteligência artificial já não são tecnologias de um futuro distante, mas uma realidade que precisa ser discutida agora mesmo. Afinal, como o mercado brasileiro está se preparando para trabalhar com elas?

Neste artigo, você vai entender melhor quais são as perspectivas de desenvolvimento dessas tecnologias no futuro próximo e conhecer a posição do Brasil nesse cenário!

Como IoT e inteligência artificial se relacionam ao mercado

Ainda não somos os Jetsons, mas, segundo algumas previsões, estamos quase lá. A Business Insider estipula que, até 2020, já haverá 34 bilhões de dispositivos de diversas naturezas conectados à internet — apenas 10 bilhões serão os já tradicionais smartphones, tablets, smart TVs etc., e o restante serão dispositivos desenvolvidos para a Internet das Coisas.

A publicação traz mais dados: 6 trilhões de dólares devem ser investidos em IoT até 2020 e, no topo dos usuários dessa tecnologia, estarão as empresas — seguidas com algum delay pelos consumidores e governos.

A inteligência artificial (IA) também segue a tendência de crescimento. A McKinsey Global Institute estima que, em 2016, gigantes da tecnologia, como Google e Baidu, investiram entre 20 e 30 bilhões de dólares em inteligência artificial. O relatório nota que, fora do âmbito das empresas de tecnologia, a inteligência artificial ainda está em um estágio muito inicial e experimental, mas é um caminho para todos os segmentos do mercado.

Como as tecnologias ajudam na prática

Quando se fala em IoT e IA, a imaginação pode sugerir cidades perfeitamente automatizadas e casas que fazem tudo sozinhas por você. Em certa medida, essa realidade já se desenha — com aparatos como o Amazon Echo e o Apple HomePod, que funcionam com comando de voz e se conectam a outros dispositivos de casa via Wi-Fi.

Mas, para os negócios, as soluções de IoT e IA prometem funcionalidades menos próximas da ficção científica e mais alinhadas ao que já começa a ser desenvolvido com a utilização de Big Data e Business Intelligence nas empresas.

A utilização de smartphones e wearables (como o Apple Watch) promete continuar aumentando (fala-se em mais de 6 bilhões de smartphones em uso até 2020). Esse fenômeno é uma oportunidade para uma coleta de dados cada vez mais refinada e uma segmentação e comunicação com o consumidor personalizada como nunca antes.

No post sobre geomarketing, já falamos sobre como sistemas de geolocalização indoors — que inclusive já estão em operação no Brasil, como dissemos no artigo — têm utilizado o celular dos próprios consumidores para entregar anúncios personalizados e relevantes. Os beacons (dispositivos que se comunicam via tecnologia Bluetooth) tendem a transformar ações como essa em rotina no varejo.

Na logística, tudo deve ser otimizado também. Foi justamente no universo logístico que o termo “Internet das Coisas” surgiu. Foi quando, ainda nos anos 1990, o pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Kevin Ashton cunhou a terminologia para explicar o funcionamento da tecnologia Identificação por Radiofrequência (RFID), hoje já difundida no campo industrial para rastrear cargas e equipamentos, inclusive em estoque.

Qual é o status do Brasil nesse cenário

Em 1º lugar, precisamos falar sobre medo. É natural que, em épocas de mudanças tecnológicas no mercado de trabalho, as pessoas fiquem temerosas de perder o emprego ou, pior ainda, ver funções profissionais inteiras serem executadas por máquinas. Se isso já passou pela sua cabeça, é indispensável que leia o relatório especial do The Economist sobre a questão.

A reportagem explica como questões similares às que discutimos hoje já foram levantadas antes — durante as Revoluções Industriais anteriores e, mesmo, durante o século XX —, mas a realidade provou estatisticamente que as oportunidades de emprego só aumentaram com a automação.

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Claro, a situação em que vivemos hoje é inédita, pois a inteligência artificial é cada vez mais desenvolvida e já consegue executar funções analíticas, além de somente trabalhos manuais (a reportagem ressalta como a IA não “enxerga a cor do seu colarinho”, ou seja, se você é um operador no chão de fábrica ou um executivo).

Mas a perspectiva é que novos cargos e novas responsabilidades ao redor da IA surjam, e não apenas para cargos de tecnologia (até poetas estão sendo contratados para operar na atualização de sistemas!).

Uma iniciativa governamental

Nesse cenário de mudanças, o Brasil dá os primeiros passos rumo à preparação para a nova realidade. A Câmara de Internet das Coisas é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e tem desenvolvido estudos a fim de entender as necessidades e as perspectivas do Brasil para se adaptar à ascensão da IoT e outras tecnologias que a acompanham, como a IA.

Em parceria com a consultora McKinsey e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério trabalha em um Plano Nacional da IoT para estabelecer, entre outros pontos, ações para aproveitar a tecnologia em 4 áreas prioritárias:

  • agronegócio;
  • cidades;
  • indústria; e
  • saúde.

Um material interessante para consulta do andamento desse plano é o Relatório do Plano de Ação, publicado no final de 2017.

Na indústria de bens de consumo rápido

Em outro post, já perguntamos: “Omni channel e omni customer: sua marca está realmente preparada?”. O omni channel é uma tendência bastante alardeada, mas muitas referências acabam falando sobre ele como algo que pode ser simplesmente implementado em qualquer segmento.

Sobre IoT e inteligência artificial, vale repetir o que já dissemos nesse post: é preciso que a indústria de bens de consumo rápido e o marketing empreendam alguns passos antes de abraçar todas as potencialidades da tecnologia.

As ofertas precisam ser digitalizadas, em 1º lugar, e as ações de marketing devem ser embasadas por uma estratégia sólida. Como dissemos, as novas tecnologias aprimoram a análise de dados e a segmentação de clientes e ações, mas como aprimorá-las com tecnologia se não forem muito bem-feitas agora?

Empresas que ainda não são especialistas em planejamento e não operam com métricas precisas no marketing têm pouca chance de aproveitar os benefícios prometidos pela Internet das Coisas e pela inteligência artificial.

Como você pode se preparar para essa realidade

Se você está lendo este texto, já é um bom sinal de que está no caminho certo para se preparar para os impactos da IoT e da inteligência artificial no mercado brasileiro. Não temos todas as respostas, mas procurar conteúdos como este mostra que você está de olho nas tendências e pretende entendê-las bem.

Essa característica é essencial para o profissional de marketing do presente e uma questão de sobrevivência para o profissional do futuro próximo. Sabe como a inteligência artificial tem evoluído tanto e tão rápido? A partir de um processo conhecido como deep learning, desenvolvido em 2012 por um grupo da Universidade de Toronto capitaneado por Geoff Hinton.

Na deep learning, o sistema aprende continuamente, baseado ou não em exemplos fornecidos por pessoas. Assim deve ser você, daqui em diante: aprenda sempre. Segundo o The Economist, o desenvolvimento de novas habilidades é, justamente, o que pode diferenciar os trabalhadores que vão permanecer ativos após a revolução causada pelas novas tecnologias e aqueles que ficarão para trás.

Que tal começar se atualizando sobre as maiores tendências do marketing em 2018? Já temos um post sobre isso! Se você gostou de se inteirar mais sobre IoT, inteligência artificial e as condições do mercado brasileiro, com certeza vai gostar de conferi-lo!

2018-07-24T14:44:10+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Tainah Escocard, 22 anos, Futura Publicitária e Apaixonada por Marketing. Trabalha em alavancar informações e dados para fazer o trabalho tornar-se mais eficiente. Muitas equipes podem enfrentar dificuldades para acessar e gerenciar informações que precisam para desempenhar suas funções de maneira efetiva, para o profissional de marketing ter métricas é essencial para medir as ações. Não existe mais espaço no mercado para o achismo!

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