Entenda como a geolocalização pode alavancar as vendas da empresa

“Onde está o meu cliente?” Quando você definiu os canais em que se comunicaria com ele, certamente se fez essa pergunta para entender quais redes sociais ele prefere, se compra on-line e off-line etc.

Mas esse questionamento também pode ser feito ao pé da letra: “onde, literalmente, está o meu cliente?”. A resposta está na geolocalização!

No mundo perfeito, o cliente estaria em uma loja comprando o seu produto. Mas levá-lo até lá e alavancar as vendas exige conhecer algumas informações para trabalhar com ações estratégicas. E é aí que entra o geomarketing.

Neste post, você vai entender a relação entre geolocalização e marketing e descobrir como ela pode trazer sucesso para a sua marca!

O que geolocalização tem a ver com marketing

A capacidade de entender onde estamos sempre fascinou as pessoas — na Antiguidade, os gregos já calculavam a localização a partir das estrelas. Depois, vieram a identificação por torres de celular, endereço IP, GPS, Wi-Fi…

Ao longo do tempo, evoluiu tanto que cabe, literalmente, na palma da sua mão. Mais especificamente, no seu smartphone.

A geolocalização é simplesmente a posição de um objeto em determinadas coordenadas geográficas.

E o que tudo isso tem a ver com marketing? Como sempre lembramos, o marketing que alavanca as vendas é inevitavelmente guiado por dados. E um dado muito valioso sobre os seus clientes é onde eles estão. Veja algumas possibilidades que essa informação abre a você:

  • identificar novos mercados;
  • otimizar a gestão da logística e reduzir o descarte; e
  • planejar a localização de novos pontos de venda ou experimentação.

A tendência é tão forte que já ganhou um nome próprio: geomarketing. Ela aparece na nossa lista das inovações e tendências mais importantes de 2018.

Nos próximos tópicos, você descobre exemplos práticos sobre como tudo isso já é uma realidade.

O geomarketing aplicado ao sell in e ao sell out

Para o profissional de marketing da indústria de bens de consumo rápido, equilibrar sell in e sell out é uma missão primordial. O planejamento de vendas e operações depende de uma noção acertada sobre a relação entre as vendas para o varejo e as vendas do varejo — ou seja, entre o que você vende para o varejista e o que varejista vende para o consumidor final.

De forma geral, existem 2 problemas graves que um mau planejamento da demanda pode trazer:

  • a ruptura: quando há falta de um produto nas gôndolas do ponto de venda; e
  • o slow movement: quando o contrário acontece, ou seja, existe estoque, mas não há vendas.

Esse tipo de situação é um pesadelo logístico. Veja como a geolocalização pode ajudar a contornar essas e outras questões relacionadas:

Geomarketing para o sell in

Uma boa análise espacial revela para a gôndola de quem você precisa levar a sua marca. Com ferramentas de geomarketing, é possível descobrir em que regiões o seu público está e cruzar essa informação com os pontos de venda que o rodeiam. Quais deles já têm o seu produto? Aqueles que têm realmente estão vendendo bem?

Perceber esse tipo de informação guia seus esforços estrategicamente. Você identifica as “áreas brancas” (em que ainda não está presente) e reforça ou diminui a venda para os pontos que são mais ou menos promissores.

É semelhante ao que a Riachuelo fez há algum tempo. Em 10 anos, ela dobrou a quantidade de lojas no Brasil (os dados são de 2012, quando ela tinha 145 pontos de venda). Para entender para onde iria, a empresa estudou dados de geolocalização e detectou as melhores oportunidades.

Provavelmente é um caso diferente do seu por se tratar de uma marca que tem os próprios pontos de venda. Mas a lógica é similar.

Geomarketing para o sell out

Não adianta ter um sell in bem-estruturado se o sell out não tiver bom desempenho, porque essa situação simplesmente não se sustenta. Se não estiver vendendo, o varejista obviamente não vai comprar grandes quantidades do seu produto.

Conseguir informações precisas sobre o sell out pode ser mais complicado do que levantar dados sobre o sell in, e é nisso que a geolocalização ajuda. Com um sistema plugado a cada caixa dos pontos de venda mais importantes para a sua estratégia, você consegue descobrir com exatidão quantos itens foram vendidos.

É algo importante, inclusive, para medir os resultados de ações como o sampling e planejar novas ações. Essa tática ajuda a descobrir, afinal, se distribuir amostras grátis em determinado ponto de experimentação surtiu efeito real nas vendas do produto na região. Nesse sentido, existem empresas que podem te ajudar!

O geomarketing no relacionamento com o cliente

Além de otimizar muito a questão logística, o geomarketing também aprimora a abordagem ao consumidor final. Uma das peças-chave para isso são os smartphones. Hoje, eles já somam cerca de 4 bilhões de aparelhos em uso e, até 2020, devem alcançar a marca dos 6 bilhões.

No futuro, pode ser comum uma prática que, hoje, é uma inovação: o consumidor entra em uma loja e, assim que passa pela porta, recebe as melhores ofertas no celular. Todo o mundo gosta de promoções, não é? Elas são um excelente gatilho como link to purchase.

Mas, claro, receber cupons de lojas que você não frequenta ou se deparar com funcionários que não sabem te informar sobre as promoções é um problema.

A resposta para isso é um sistema de geolocalização indoor, em que você cadastra seu celular para receber as ofertas dos seus segmentos favoritos na própria loja. Isso já é uma realidade capitaneada, inclusive, por uma empresa brasileira. Dê uma olhada no trabalho da Zipz App!

Abordagens como essa tendem a ficar cada vez mais comuns e refinadas no futuro, especialmente com o desenvolvimento dos beacons (dispositivos que se comunicam com o celular por tecnologia Bluetooth).

Unir soluções de geomarketing para sell in e sell out permite manobras como aumentar as ofertas em farmácias, por exemplo, quando você percebe que determinado produto sai mais nelas do que em supermercados.

Ou, ainda, direcionar suas ações de marketing de experimentação para a região dos pontos mais fortes de venda e mudar a abordagem naqueles que ainda não vão muito bem.

Acha que a geolocalização pode ajudar a aumentar suas vendas com inteligência? Que tal aliar marketing de experimentação a soluções de geomarketing para unir 2 das tendências mais fortes do mercado? Entre em contato conosco e descubra como!

2018-07-24T03:00:16+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Ernesto Villela, 40 anos, é pai da Caca, do JP, marido da Déia e empreendedor desde sempre. Formado em administração pela EAESP-FGV e nunca fez entrevista de emprego. Em 2004, fundou a Enox, empresa referência em projetos de ativação, mídia indoor e tecnologia para o varejo que teve entre seus clientes a Unilever, o Google, Heineken, Vigor e Natura. Em 2017, fundou a Samplify, uma start-up de tecnologia que abjetiva reinventar o modelo de sampling e experimentação de produtos CPG para o consumidor. Empreendedor Endeavor em 2010. Seu propósito profissional é construir uma operação multinacional que ajude grandes empresas a transformar seu modelo de marketing B2C.

Deixar Um Comentário