O consumidor atual procura empresas sustentáveis e engajadas!

Empresas sustentáveis e engajadas já não podem ser consideradas um diferencial — elas precisam ser a regra. Preocupar-se com questões socioambientais é, hoje, um pré-requisito para uma companhia ser realmente bem-sucedida.

Quer saber por que e como você pode elevar a sua empresa a esse patamar com ações práticas? Descubra neste artigo!

Entenda por que o consumidor exige sustentabilidade

Em 2017, a empresa especialista em pesquisa de mercado Opinion Box publicou um levantamento a respeito da percepção dos consumidores brasileiros sobre a sustentabilidade e o engajamento social nas empresas.

Os dados deixam evidente: as pessoas estão cada vez mais atentas à postura das empresas em relação a práticas sustentáveis e socialmente engajadas e não têm mais paciência para lidar com aquelas que saem da linha:

  • 42% dos consumidores se preocupam muito com práticas sustentáveis quando compram algo e 49% deles se preocupam pelo menos um pouco;
  • mais da metade das pessoas (54%) sempre ou com frequência preferem marcas famosas por cuidarem do meio ambiente;
  • 65% dos entrevistados deixariam de comprar produtos de uma empresa que poluísse o ambiente;
  • 66% das pessoas consultadas abandonariam uma marca se ela estivesse envolvida com trabalho escravo;
  • por fim, 42% deixariam de comprar produtos de uma marca que estivesse sob denúncias de assédio.

 

E a tendência de valorizar a sustentabilidade não é somente nacional. Outro estudo, desta vez uma parceria entre a gigante dos bens de consumo rápido Unilever e a consultoria estatística Europanel, mostra que um terço dos consumidores (questionados no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia, no Reino Unido e na Turquia) compram baseados na responsabilidade socioambiental das empresas.

Especificamente no Brasil, 85% dos consumidores dizem se sentir melhor quando compram de marcas sustentáveis.

O estudo sugere que esses números são motivados por dois principais fatores: as evidências dos estragos causados pela irresponsabilidade ambiental e a pressão social para consumir produtos mais “verdes”.

Palavras como “sustentabilidade”, “responsabilidade socioambiental” e “engajamento” já são de conhecimento popular há muito tempo. E se, durante décadas, os impactos de ações negativas das empresas não afetavam as pessoas diretamente, agora, eles são gritantes e, além disso, as pessoas se importam — como precisam mesmo se importar.

Saiba o que é uma empresa sustentável de verdade

Praticamente toda empresa diz ser sustentável. Já é de praxe citar o cuidado com o meio ambiente e o engajamento como um dos principais valores de negócios de todos os portes, e simplesmente declarar estar preocupado com a natureza está longe de ser inovador.

Um dos grandes erros cometidos pelas empresas é, justamente, “falar da boca para fora” que são sustentáveis, porém, não ter uma postura condizente na prática. Mas o que é ser sustentável de verdade?

A Harvard Business Review (HBR) traz algumas pistas. Em frente à retirada dos Estados Unidos do Tratado de Paris, por decisão do presidente norte-americano Donald Trump, em 2017, os editores da HBR uniram-se a uma série de executivos para entender o que significa, afinal, ser uma empresa engajada e ambientalmente sustentável.

É o projeto The Future Economy. Ele conta com lideranças de peso — são executivos do alto escalão de empresas como McKinsey, Salesforce, Instagram e Unilever. Na apresentação da iniciativa, que reúne entrevistas e vai culminar em uma lista de princípios, a revista aponta uma reflexão importante: a preocupação socioambiental já não é um diferencial, mas um pré-requisito e uma oportunidade para a inovação.

Sucesso e sustentabilidade

Dominic Barton, consultor global da McKinsey, esclarece em uma entrevista para o The Future Economy Project: “Uma agenda de sustentabilidade caminha de mãos dadas com a performance de uma companhia ou organização. Se você está tentando melhorar a performance, particularmente em empresas, tem que incluir sustentabilidade”.

A McKinsey trabalha com organizações de todos os ramos — de financeiras a geradoras de energia —, com a implementação de um plano estratégico que une sustentabilidade a métricas bem-estabelecidas de negócio.

O que há por trás de projetos como esse é a convicção de que a preocupação com o meio ambiente e ações efetivas nesse sentido são o único caminho para a sobrevivência de empresas no futuro.

Há evidências sobre isso: em 2014, o CDP (organização anteriormente conhecida como Carbon Disclosure Project) divulgou um relatório que mostra que empresas que investem ativamente em ações sustentáveis têm um Retorno sobre Investimento (ROI) 18% maior que as demais.

Se já entendeu a relevância de incluir práticas sustentáveis na sua estratégia, confira o próximo tópico! Você vai encontrar três dicas de ações engajadas (e duas delas estão perfeitamente ao seu alcance!).

Conheça 3 práticas bem-sucedidas de Marketing Verde

1. Compensação ambiental

A responsabilidade da indústria de bens de consumo rápido não se limita aos cuidados na fábrica. Muitas vezes, empresas operam dentro de todos os parâmetros de sustentabilidade na produção, mas, após entregar o produto ao consumidor final, eximem-se de cuidados com o lixo gerado depois do consumo.

O consumidor final acaba sendo “o culpado” por não reciclar a embalagem. Mas, se você parar para pensar, sua empresa também tem uma parcela muito grande de obrigação com a reciclagem desse material.

Controlar o que o consumidor faz com as embalagens e outros resíduos de produtos feitos por você não é viável, claro, e é aí que entra a compensação ambiental. Com ela, você destina recursos para serviços de reciclagem, por exemplo, que reutilizam uma quantidade de material equivalente ao que você produziu. Não são as mesmas embalagens, mas uma quantidade igual de resíduos.

Gerenciar soluções como essa fica fácil com ofertas como a da Eureciclo, que oferece uma plataforma intuitiva para você conectar a sua empresa a cooperativas de reciclagem. E há mais uma vantagem: você ganha um selo nas suas embalagens, o que garante o engajamento dos consumidores com a empresa.

2. Mercados sem embalagem

Os mercados sem embalagem são uma solução mais utópica e que, em larga escala, ainda não são escaláveis, mas já têm dado sinais de força em alguns lugares.

O futuro do varejo pode ser bem parecido com um passado sem plástico, na perspectiva de quem investe em modelos de venda em que o consumidor leva os próprios recipientes para condicionar os produtos.

É uma radicalização dos supermercados que não distribuem sacolas plásticas. Os produtos ficam dispostos em recipientes espalhados pelo mercado e são comprados à granel. Eles estão entrando na moda na Inglaterra e, segundo os consumidores mais fiéis, são até uma maneira de economizar, pois eles passam a levar somente a quantidade exata de que precisam de cada produto.

3. Marketing de Experimentação

O descarte é uma das grandes preocupações (e tabus) da indústria de bens de consumo rápido. Uma alternativa a esse problema é o sampling de produtos — a distribuição de amostras grátis.

Se mercadorias estão na iminência do vencimento e o sell out não promete resolver esse problema a tempo, é interessante utilizá-las a favor do próprio Marketing e distribuí-las para encantar e fidelizar clientes.

O Marketing de Experimentação também é útil para testar produtos. Disponibilizar novidades no mercado sem analisar a aderência delas entre o público, ou seja, sem saber se as pessoas realmente vão desejar comprá-las, também é irresponsabilidade ambiental. Distribuir amostras grátis antes do lançamento oficial e estudar os resultados dessa ação é uma forma de minimizar os riscos de lançar algo que não interessa ao consumidor.

Se você quer saber mais sobre como funcionam ações de Marketing de Experimentação bem-sucedidas e conhecer outras tendências, dê uma olhada nos posts do blog da Samplify!

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2018-07-24T14:33:47+00:00Por |0 Comentários

Sobre o Autor:

Marcus Thadeu, 32, meio publicitário, meio economista com MBA em Mercado Financeiro pela FIPE/USP. Tem mais de 10 anos de experiência em empresas de diversos setores (BNP Paribas, Unilever, Enox), sempre medindo o resultado das coisas. Lidera a agenda de Produto da Samplify. Pós verdade, pós consumo e pós capitalismo são temas de seu interesse. Compreender Chet Baker e teoria das cordas são objetivos de longo prazo.

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